A Reforma Tributária que Simplificou Tudo (em 27 tributos)

Toda vez que O Soberano anuncia uma "simplificação", o cidadão deveria correr para esconder a carteira. A regra é antiga e nunca falha: reforma tributária no Brasil nunca foi sobre pagar menos, foi sempre sobre pagar melhor organizado — do ponto de vista de quem recebe, claro.

Trocaram cinco siglas por três siglas que contém dentro de si outras dezessete siglas. Prometeram alíquota "neutra" sabendo que neutralidade, no vocabulário do Leviatã, significa "neutra para o caixa do governo, devastadora para o seu". O setor de serviços, que emprega a maior parte do país, viu sua carga praticamente dobrar. O varejo repassa. A indústria repassa. No fim da fila, sempre o mesmo personagem segurando o prato vazio.

Follow the money: se a reforma fosse de fato simplificadora, a arrecadação cairia. Caiu? Não. Bateu recorde histórico em 2026. Isso responde a única pergunta que importa. O resto é cortina de fumaça, confete e estátua. A análise e opinião são do O Algoz.