Toda vez que o caixa nao fecha, o Leviatã nao corta gasto: ele inventa um novo verbo tributavel. Ontem foi consumir, depois foi produzir, depois foi guardar, depois foi transferir, depois foi existir. Falta pouco para taxarem o ato involuntario de continuar vivo, e quando faltar, alguem chamara isso de "justica climatica", "pacto social" ou qualquer outro nome bonito que sirva de embrulho para a mesma velha pilhagem.
O truque e sempre o mesmo: cria-se uma causa nobre no palco e, nos bastidores, abre-se mais uma torneira para o caixa furado. Enquanto o cidadao calcula se compra remedio ou paga a conta de luz, o orcamento secreto engorda, as emendas se multiplicam e a maquina estatal contrata mais um andar de burocratas para fiscalizar o ar que voce respira. Follow the money: nenhum imposto novo nasce do amor pela floresta. Nasce da incompetencia de quem nunca aprendeu a viver com o proprio salario, que por sinal e o seu.
Mas existe um limite invisivel, e ele nao esta nas planilhas do Tesouro: esta no peito do sujeito que ja foi sangrado ate o osso. Quando o Estado finalmente conseguir taxar o pulmao, vai descobrir, tarde demais, que nao se extrai sangue de pedra, nem ar de quem ja desistiu de respirar fundo neste pais. A análise e opinião são do O Algoz.
