Toda vez que o cofre fica vazio, a criatividade tributaria do Leviata floresce. Inventa-se uma emergencia, batiza-se a emergencia com um nome nobre, anexa-se a palavra sustentabilidade ou justica, e pronto: nasce mais uma aliquota para um problema que o proprio Estado criou. A logica e simples e vergonhosa. Se o povo produz, taxa a producao. Se consome, taxa o consumo. Se poupa, taxa a poupanca. Se respira, ora, por que nao taxar o oxigenio?
O discurso muda, a engrenagem e a mesma. Follow the money: nenhuma nova taxa jamais desaguou no bolso do cidadao comum, nenhuma nova regulacao jamais reduziu burocracia, nenhuma nova "contribuicao" foi temporaria de verdade. Cada imposto criado vira permanente, cada permanente vira progressivo, cada progressivo vira confiscatorio. E os aplausos vem dos mesmos de sempre: os que vivem do orcamento, nao dele dependem para sobreviver.
Enquanto o contribuinte aperta o cinto ate estrangular o figado, o Soberano engorda. Quem produz sufoca, quem fiscaliza respira. E o pior: ainda pedem gratidao por nao terem taxado tambem o suspiro. Por enquanto. A analise e opiniao sao do O Algoz.