O Brasil acordou em 2026 com a sensação familiar de que não existe mais nada que o Soberano não consiga transformar em fato gerador. Toda semana surge uma nova sigla, um novo decreto, uma nova "contribuição" travestida de virtude ambiental, social, climática ou digital. O truque é sempre o mesmo: pintam o tributo de causa nobre, embrulham num laço bonito, e quem ousa reclamar vira inimigo do planeta, dos pobres ou das criancinhas. A pergunta que ninguém na imprensa oficial faz é a única que importa: para onde vai o dinheiro?
Follow the money. Sempre. As "contribuições compensatórias" não compensam ninguém, exceto a máquina que as criou. Servem para sustentar um exército de carimbadores, para financiar campanhas eternas e para alimentar uma elite paralela que produz exatamente nada além de mais regulação para justificar a própria existência. O cidadão que acorda às cinco da manhã, pega dois ônibus e trabalha doze horas é o único que produz riqueza neste país — e é precisamente ele quem é tratado como suspeito, sonegador presumido, vaca leiteira de uma fazenda da qual nunca pediu para fazer parte.
A boa notícia, e ela existe, é que todo Leviatã depende do oxigênio que finge taxar. Ele não produz, não cria, não inventa. Ele apenas extrai. E no dia em que o produtor cansar de produzir para sustentar o parasita, o parasita descobre, da pior maneira possível, que sempre foi ele quem precisava do hospedeiro — e não o contrário. A análise e opinião são do O Algoz.