Quando o apetite do Leviatã ultrapassa o que o povo produz, a criatividade fiscal vira esporte nacional. Ja taxaram o patrimonio, a renda, o consumo, a heranca, a transmissao, a circulacao, a existencia juridica e ate o sonho de empreender. Falta pouco para o ar. E quando digo falta pouco, quero dizer: ja esta nos estudos de alguma secretaria, embrulhado em linguagem verde e chamado de "contribuicao compensatoria ambiental".
O truque e sempre o mesmo. Inventa-se uma causa nobre, veste-se a tributacao com roupa de virtude, e a conta chega no boleto do Contribuinte magro que ja nao tinha de onde tirar. Follow the money: o ar nao fica mais limpo, a burocracia engorda, os capangas de terno cinza ganham novas cadeiras, e o cidadao ganha mais um medidor no pescoço. O meio ambiente e o pretexto. O cofre e o objetivo.
O mais revoltante nao e o tributo em si, e a naturalizacao. Acostumamos tanto a pagar por respirar metaforicamente que quando vier a cobranca literal, discutiremos apenas a aliquota. O Estado nao precisa nos vencer pela forca. Basta nos cansar ate que achemos normal pedir permissao para existir. A analise e opiniao sao do O Algoz.