Quando um governo precisa inventar uma sigla nova para arrancar centavos de uma transferência de mesada, não estamos diante de força fiscal. Estamos diante de desespero terminal. O Estado brasileiro chegou ao ponto em que cada nova "contribuição" não financia nada, apenas tapa o buraco aberto pela contribuição anterior. É um esquema de pirâmide com monopólio da violência.

A retórica é sempre a mesma fantasia: "é pela educação", "é pela saúde", "é pelas crianças". Mas follow the money: o dinheiro nunca chega na escola, no hospital ou na criança. Ele evapora numa máquina de 39 mil cargos comissionados, jatinhos oficiais, emendas secretas e uma dívida pública que cresce mais rápido do que qualquer salário consegue acompanhar. Cada novo tributo não é sinal de robustez do Leviatã; é o estertor de um corpo obeso que já não consegue mais se sustentar de pé.

O contribuinte que ainda sorri diante do absurdo entendeu o segredo: um Estado que taxa a mesada da criança é um Estado que perdeu a vergonha porque já perdeu o caixa. E o que perde o caixa, perde o poder. A queda não é uma profecia. É um cronograma. A análise e opinião são do O Algoz.