O Imposto do Ar Respirado (Modalidade Verde)

Não existe ativo mais lucrativo para o Soberano do que uma causa moral inquestionável. Ontem foi a saúde pública, hoje é o clima, amanhã será a sua respiração. Toda vez que aparece uma bandeira boa demais para ser questionada, prepare o bolso, porque atrás dela vem sempre a mesma coisa: uma alíquota nova, uma agência nova, um exército novo de carimbadores, e um boleto que cresce mais rápido que a justificativa.

O truque é antigo e funciona porque ninguém quer ser o vilão que "é contra o planeta". Mas follow the money: quem cobra a taxa verde anda em comboio blindado, voa em jatinho oficial, e tem frota que polui em uma semana o que o Contribuinte poluiria respirando até os 400 anos. A "sustentabilidade fiscal" nunca foi sobre o planeta. Foi sobre sustentar o palácio.

Enquanto isso, o cidadão produtivo é tratado como uma chaminé ambulante que precisa ser licenciada, medida, taxada e arrependida. O Estado não quer salvar o mundo. Ele quer monopolizar o ar, porque já monopolizou tudo o resto. A análise e opinião são do O Algoz.