O PIX Agora Tem Imposto de Respiração

O PIX nasceu vendido como milagre da eficiência pública: gratuito, instantâneo, democrático. Quem acreditou ganhou alguns anos de paz antes do inevitável. Porque toda ferramenta que funciona nas mãos do cidadão é, para o Leviatã, apenas uma nova superfície tributável esperando regulamentação. Primeiro vem o monitoramento "contra lavagem". Depois o limite "para sua segurança". Depois a obrigação acessória. E, quando ninguém mais consegue viver sem, vem a taxa — sempre pequena, sempre "simbólica", sempre crescente.

Follow the money: cada centavo arrecadado em nome da "modernização" não volta em hospital, escola ou estrada. Volta em folha de pagamento de burocrata, em diária de servidor em Brasília, em emenda parlamentar para reduto eleitoral, em estatal deficitária que serve de cabide. O contribuinte é a única fonte real de energia desse organismo — e como todo parasita competente, A Besta sabe exatamente até onde sugar sem matar o hospedeiro. Quase.

A verdade incômoda é simples: não existe imposto temporário, não existe taxa pequena, não existe regulação neutra. Existe apenas a fome de quem produz nada e cobra de quem produz tudo. Enquanto o brasileiro discute a alíquota, esquece de perguntar o óbvio — por que diabos ele precisa pedir licença ao Estado para mover o próprio dinheiro? A análise e opinião são do O Algoz.