Escritório do governo, ministro gordo atrás de mesa enorme com telas mostrando transações PIX
Ministro: Precisamos monitorar o PIX. O povo está transferindo dinheiro sem a gente saber!
Assessor nervoso ao lado, contribuinte magro na porta ouvindo
Assessor: Senhor, isso se chama liberdade econômica. Contribuinte: Achei que era crime.
Ministro apontando para um telão com números gigantes de transações
Ministro: A partir de hoje, toda transferência acima de R$1 será reportada para transparência fiscal.
Contribuinte na feira trocando legumes, celular quebrado no chão
Contribuinte olha pro celular: Vou voltar pro escambo. Pelo menos batata não tem CPF.
O governo brasileiro tem uma relação patológica com o dinheiro alheio. Quando o PIX surgiu como a maior revolução financeira do país, facilitando a vida de 150 milhões de pessoas, era questão de tempo até que a burocracia enfiasse a mão. A ideia de que cidadãos movimentem recursos sem a bênção do fisco causa arrepios em Brasília.
A chamada transparência fiscal é o eufemismo favorito de quem quer controlar cada centavo que circula na economia. O mesmo Estado que não consegue explicar para onde vão os trilhões arrecadados quer saber por que você mandou R$ 50 para sua mãe. A lógica é simples: se o governo não vê o dinheiro passando, não consegue tributar. E se não tributa, não existe.
O contribuinte brasileiro, porém, já aprendeu a sobreviver. Depois de décadas convivendo com inflação galopante, confisco de poupança e pacotes econômicos de madrugada, desenvolveu um instinto de preservação que nenhuma regulação consegue domar. O escambo pode parecer piada, mas quando o Estado trata a liberdade econômica como ameaça, trocar batatas na feira começa a parecer um ato de resistência.
A análise e opinião são do O Algoz.
