Em 2026, com a Reforma Tributaria plenamente vigente, o Brasil descobriu que unificar impostos nunca significou reduzir impostos. A promessa era simplificar. A entrega foi um IVA de quase 28% na media, o maior do planeta, com um "imposto seletivo" que cresce toda vez que algum tecnocrata acorda mal humorado. O split payment, vendido como modernizacao, virou o sonho molhado do arrecadador: dinheiro que sai da conta do cidadao antes mesmo de ele piscar. Nao existe mais intervalo entre trabalhar e ser tributado. Voce e taxado em tempo real, na veia.

O truque de sempre funcionou de novo. Prometeram menos peso, entregaram mais peso com embrulho novo. Chamaram de "justica fiscal" o que na pratica e apenas mais engenharia para extrair do produtivo e financiar o parasitario. Follow the money: cada ponto percentual a mais nao vira estrada, hospital ou escola decente. Vira folha de pagamento inchada, subsidio para amigo do rei, juros da divida que o proprio Estado criou imprimindo dinheiro. O contribuinte paga a conta de uma festa para a qual nao foi convidado, servida em pratos que ele mesmo lavou.

A tira e caricata, o gas do Contribuinte e ficcao. O resto e documental. Enquanto houver quem acredite que "so mais um imposto" resolve algo, havera Leviata engordando com o ar dos outros. A boa noticia: nenhum imperio construido sobre confisco durou para sempre. A ma noticia: ate cair, ele cobra ate pelo oxigenio.

A análise e opinião são do O Algoz.