Enquanto a maquina de arrecadar celebra mais um recorde historico de receita e finge surpresa com o rombo fiscal que ela mesma cavou, o brasileiro descobre que ja nao ha bem, servico ou funcao biologica que escape do apetite do Leviatã. A cada trimestre, um novo nome bonito para a mesma velha extorsao: contribuicao, taxa, aliquota-teste, ajuste, "modernizacao". A engenharia semantica e sofisticada; o resultado no bolso, sempre o mesmo buraco.
O truque e antigo e funciona porque foi ensinado como virtude: convenceram o pagador que ele deve agradecer pela sangria, porque a sangria seria "solidariedade". Mas follow the money: o dinheiro nao vira hospital, nao vira estrada, nao vira escola decente. Vira folha de pagamento inchada, vira juros da divida que os proprios arrecadadores contraem para gastar alem da conta, vira subsidio para o amigo do amigo do compadre. O contribuinte financia o proprio carcereiro e ainda paga adicional noturno.
A boa noticia e que toda Besta que se alimenta do hospedeiro acaba por mata-lo, e nesse instante morre junto. A ma noticia e que ela vai tentar taxar o velorio. A análise e opinião são do O Algoz.
