Enquanto o país discute qual será a próxima "contribuição" travestida de pauta ambiental, o boleto do brasileiro médio já consome mais de metade do que ele produz num ano. A cada nova sigla verde, ESG ou climática que aparece nos telejornais, o roteiro é o mesmo: promete-se salvar o planeta e entrega-se um novo campo no DARF. O truque é velho, só muda a fantasia.

Repare no padrão: o Leviatã nunca corta gasto, nunca demite apadrinhado, nunca devolve privilégio. Ele apenas inventa uma virtude nova para justificar o velho vício de meter a mão no bolso alheio. Ontem era combate à pobreza, hoje é pegada de carbono, amanhã será cota de respiração consciente. O contribuinte que pague, o burocrata que fiscalize, e a inflação, sócia silenciosa, que dissolva o troco.

A verdade nua é simples: não existe imposto verde, existe imposto. Toda alíquota nova é menos comida na mesa, menos remédio na farmácia, menos escola paga do próprio bolso porque a pública virou creche ideológica. E enquanto o cidadão prende a respiração para não ser tributado, o gordo de capa vermelha ri no palácio com champanhe importado — isento, é claro, por ser insumo cultural.

A análise e opinião são do O Algoz.