O Brasil de 2026 acordou de novo com a mesma manchete disfarcada de novidade: mais um tributo, agora com nome bonito, sigla de tres letras e a promessa sagrada de que "so vai pagar quem pode". Traducao livre do dialeto oficial: vai pagar quem respira. A cada ciclo, a Besta descobre que o buraco do orcamento e maior do que o anterior, e a solucao proposta e sempre a mesma, com a criatividade de um carimbo: criar. Nunca cortar, nunca revisar privilegio, nunca devolver. So criar.
O truque e antigo e funciona porque o suposto beneficiario da farra nao sabe que esta pagando a conta. Follow the money: cada centavo que sai do bolso do sujeito comum vira salario de burocrata, emenda de compadre, subsidio para empresa amiga e juros da divida que ninguem pediu para contrair. O contribuinte financia ate o proprio algemador. Ele paga o fiscal que multa, o regulador que proibe, o programa que doutrina o filho dele na escola e a campanha publicitaria que explica como ele deveria estar grato por tudo isso.
Enquanto isso, o empreendedor, unico personagem dessa novela que efetivamente produz alguma coisa, e tratado como suspeito permanente. Precisa de alvara para vender pao, licenca para pendurar placa, autorizacao para existir. O Estado nao cria riqueza, apenas a intercepta no caminho, e ainda cobra pedagio pela intercepcao. Quando um regime precisa taxar o ar para fechar as contas, a pergunta certa nao e "quanto vao cobrar", e sim por que continuamos pagando.
A análise e opinião são do O Algoz.