O Brasil de 2026 amanheceu, mais uma vez, com o Leviata faminto descobrindo que ainda existe alguma atividade humana sem CNPJ, sem guia de recolhimento e sem certidao negativa. E, como todo predador, ele nao para de comer porque esta satisfeito. Ele para quando a presa acaba. A carga tributaria ja beira 34% do PIB, o deficit primario segue em festa, e a resposta oficial nunca e cortar despesa, demitir cabide de emprego ou fechar ministerio inutil. E sempre a mesma: inventar mais uma taxa, mais uma contribuicao, mais uma CIDE, mais um "ajuste". O nome muda, o bolso e o mesmo.
E preciso entender o mecanismo: follow the money. Cada nova rubrica arrecadatoria nao nasce de uma necessidade coletiva, nasce de uma necessidade de financiar quem esta em cima. Financia a estrutura burocratica que se reproduz, financia a folha inchada, financia o compadrio de bancada, financia os bancos que compram a divida publica a juro real de dois digitos. O contribuinte respira, o Estado engorda. Simples assim. Nao ha "justica fiscal" quando quem redige a lei e o mesmo que a executa e ainda define quem sera fiscalizado.
A tira de hoje e absurda, mas nao e ficcao cientifica. E o desdobramento logico de um sistema que ja taxa a luz que ilumina, a agua que lava, o combustivel que transporta, o alimento que alimenta e o salario que paga por tudo isso. Se sobrar ar, taxarao o ar. Se sobrar suspiro, taxarao o suspiro. A unica coisa que jamais sera taxada e a propria incompetencia estatal, porque essa e a materia-prima da qual o sistema se alimenta. A análise e opinião são do O Algoz.